quinta-feira, outubro 15, 2009
revelação .1
By Rodrio Garcez
sexta-feira, outubro 02, 2009
segunda-feira, setembro 28, 2009
domingo, setembro 27, 2009
Processos Híbridos de Criação Fotos - 7 Bienal do Mercosul
acesse
www.processoshibridos.blogspot.com
terça-feira, setembro 22, 2009
Pré - Bienal - Processos Híbridos de Criação
Queridos
é com prazer que eu divulgo a pré-bienal e os convido para participarem de dois encontros EXTRA - Ordinários com a continuidade do projeto PROCESSOS HÍBRIDOS DE CRIAÇÃO
Estarei em duas oportunidades propondo vivências teórico-práticas sobre processos de criação HIBRIDIZADOS
Apareçam MUCHACHOS
=D
Pré-Bienal: Índices e Anotações
Entre os dias 15 de setembro e 04 de outubro, a Fundação Bienal do Mercosul e o Santander Cultural apresentam os bastidores criativos e as ideias que farão parte da 7ª Bienal do Mercosul. Serão três semanas em que as mostras e programas da Bienal inspiram a programação de filmes, shows, oficinas, debates e palestras. Diferentes personalidades do meio artístico, cultural e intelectual estarão no mesmo palco refletindo sobre o processo criativo dos artistas e sua relação com diversas áreas do conhecimento.
No Grande Hall do Santander Cultural ocorre diariamente o karaokê poético Para Ver em Voz Alta, projeto concebido pela artista e curadora Lenora de Barros. Trata-se de um micro-estúdio de gravação de áudio, no qual o público pode gravar leituras e performances vocais a partir de poemas visuais pré-selecionados, de artistas e poetas como Man Ray, Yoko Ono, Augusto de Campos entre outros. O resultado dessa “colheita sonora” será selecionado e exibido durante a programação da Radiovisual, que inicia oficialmente em outubro, com transmissão diária pela Rádio FM Cultura.
Atividades Pedagógicas*
Ao todo serão 18 atividades voltadas para professores, artistas, estudantes e pessoas interessadas em arte contemporânea: sete oficinas relacionadas às Fichas Práticas - material pedagógico criado especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul, oito sobre o Projeto Mapas Práticos e três com artistas participantes do Programa de Residências Artistas em Disponibilidade.
Os workshops sobre as Fichas Práticas são voltados para professores e tem como objetivo discutir a natureza das obras apresentadas nesta edição. Através de seis fichas com imagens sobre trabalhos expostos na 7ª Bienal, de contexto e referência histórica, os oficineiros Estevão Haeser e Jorge Bucksdricker pretendem incentivar os participantes a refletir sobre conceitos e relacionar a arte contemporânea com temas do cotidiano.
As oficinas do Projeto Mapas Práticos, ministradas pelos artistas João de Ricardo, Marina Camargo, Telma Scherer e Carla Borba, dirigem-se a público e temas diversos que variam entre poesia e processo criativo. O projeto “Mapas Práticos – espaços em disponibilidade” é um mapeamento de 26 ateliês privados (individuais ou coletivos), institucionais e públicos de Porto Alegre que possuem propostas educativas no campo das práticas artísticas contemporâneas. Estes ateliês vão abrir suas portas durante o período da Bienal para receber grupos e realizar oficinas gratuitas. Entre eles, estão os artistas que vão ministrar as oficinas na Pré-Bienal.
Oficinas ministradas por artistas que participam do Programa de Residências da 7ª Bienal do Mercosul acontecem nas duas últimas semanas da mostra. Nas oficinas com os artistas Diego Melero, Nicolás Paris e Rosario Bléfari, o público experimenta e conhece os projetos que estão sendo desenvolvidos para a Bienal. O Programa de Residências Artistas em Disponibilidade leva 14 artistas a nove regiões do estado do Rio Grande do Sul. Cada artista trabalha suas próprias metodologias educativas nas comunidades escolhidas, com o objetivo de inserir esses projetos artísticos no sistema educativo e incentivar a interdisciplinaridade entre práticas artísticas e não-artísticas.
As vagas para todas as atividades pedagógicas são limitadas e devem ser feitas através do telefone 3254 7500, a partir do dia 8 de setembro.
Pré-Bienal: Índices e Anotações
Filmes, debates, palestras, oficinas educativas, shows e performances
De 15 de setembro a 04 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 19h
Sábado, domingo e feriados, das 11h às 19h
Santander Cultural – Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro
Porto Alegre – RS – Brasil
Entrada franca para exibições no Grande Hall, palestras, oficinas, encontros (shows e parte da programação do Cine Santander Cultural a preços populares)
Inscrições para atividades pedagógicas através do telefone 51 3254 7500
Programação:
15/set (terça)
7ª Bienal - Curadoria-geral - Relações e Escalas
A partir das 11h - 901 e Power of Ten, filmes de Charles & Ray Eames - arquitetos e designers 18h – Conversa com Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez - curadores-gerais da 7ª Bienal do Mercosul
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Desenho das Ideias, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
16/set (quarta)
7ª Bienal - Relações com a antropologia e a sociologia
A partir das 11h: Mas Allá de Estos Muros, documentário de Juan Ignacio Sabatini, sobre Juan Downey - artista das mostras Biografias Coletivas e Desenho das Ideias
18h – Conversa com Camilo Yáñez - curador-geral e da mostra Biografias Coletivas, Olavo Marques - antropólogo e professor da UCS, e José Otávio Catafesto de Souza - antropólogo e professor da UFRGS
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Biografias Coletivas, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
17/set (quinta)
7ª Bienal - Trabalho Coletivo
A partir das 11h – The Bolivariam Dream, filme de Hoffman´s House, coletivo integrante da mostra Biografias Coletivas
18h – Conversa com Carlos Cabezas - artista integrante do coletivo Hoffmann's House e Pablo Rivera - artista das mostras Biografias Coletivas e Texto Público
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina sobre Processo criativo, com Marina Camargo - artista da mostra Projetáveis
18/set (sexta)
7ª Bienal - Escalas e Identidade
A partir das 11h - O Zero Não é o Vazio, documentário de Marcelo Masagão
18h – Conversa com Marina De Caro - curadora pedagógica da 7ª Bienal do Mercosul, Luis Augusto Fischer - escritor e professor da UFRGS e Fernando Mattos - músico, compositor e professor da UFRGS
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina sobre Processo criativo, com Marina Camargo - artista da mostra Projetáveis
19/set (sábado)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação
A partir das 11h – Crude e Música para Folha de Papel, filmes de Guilherme Vaz, artista das mostras Desenhos das Idéias, Texto Público e da Radiovisual
18h – Conversa com Sergio Kafejian – músico e Arthur de Faria - músico e jornalista
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas práticas da exposição Texto Público e da Radiovisual, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
20/set (domingo)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação
A partir das 11h – Ouvindo Imagens, filme de Michel Favre 17h - Show / Performance: Arnaldo Antunes - músico, poeta e artista visual e Marcia Xavier - artista plástica
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Poesia e Performance, com Telma Scherer - poeta e performer
22/set (terça)
7ª Bienal - Palavra e Visualidade
A partir das 11h - Poesia Concreta e Projeto Verbivocovisual, filmes de Walter Silveira
18h – Conversa com João Bandeira – poeta e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina EX-tensões do corpo, com Carla Borba - artista
23/set (quarta)
7ª Bienal - Relações com a antropologia e a sociologia
A partir das 11h - Seleção de documentários do Núcleo de Antropologia da UFRGS
18h - Mariela Scafati - artista da mostra A Árvore Magnética e Cornélia Eckert - antropóloga e professora da UFRGS
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição A Árvore Magnética, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
24/set (quinta)
7ª Bienal - Memória e Comportamento
A partir das 11h – Amnésia, filme de Christopher Nolan
18h – Conversa com Jorge Furtado – cineasta e Zelig Libermann - médico psiquiatra
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Laboratório de Desenhos, com Nicolás Paris - pedagogo e artista do Programa de Residências
25/set (sexta)
7ª Bienal - Sistemas e Suportes
A partir das 11h - Cómo Encontrar El Arbol Magnetico?, filme de Mario Navarro, curador da mostra Árvore Magnética
18h – Conversa com Bernardo Ortiz - curador editorial
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Performance, com João de Ricardo – performer
26/set (sábado)
7ª Bienal - Transmissão e Irradiação
A partir das 11h – Rádio Rasgo e O Jardim, filmes de Lilian Zaremba, artista de Radiovisual
18h – Conversa com Fernando Bakos - artista multimídia e professor da ESPM e Roger Lerina - jornalista cultural
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Projetáveis, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
27/set (domingo)
7ª Bienal - Relações e Escalas
A partir das 11h - Fantasia, de Walt Disney
17h – Show François Virot, rock alternativo francês (ingressos a R$ 10,00)
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Poesia e Performance, com Telma Scherer - poeta e performer
29/set (terça)
7ª Bienal - Tempo e Circulação
A partir das 11h - Seleção de Filmes do Artista Marcellvs L., artista da mostra Absurdo
18h – Conversa com Victoria Noorthoorn - curadora-geral e das mostras Desenho das Ideias e Ficções do Invisível, Iran do Espirito Santo e Walmor Corrêa - artistas da mostra Desenho das Ideias
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina EX-tensões do corpo, com Carla Borba - artista
30/set (quarta)
7ª Bienal - Transformação e Linguagem
A partir das 11h - O Cão Andaluz, filme de Luis Buñuel e filmes sobre Samuel Beckett, artista da mostra Ficções do Invisível
18h – Conversa com Laura Lima - curadora da mostra Absurdo e Luis Paulo Vasconcellos - ator e diretor teatral
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Absurdo, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
01/out (quinta)
7ª Bienal - Linguagem e Identidade
A partir das 11h – Portuñol, filme de Ivana Vollaro, artista da Radiovisual e CAST/K, filme de Fabio Kacero, artista da mostra Ficções do Invisível
18h – Conversa com Lenora de Barros - cocuradora da Radiovisual e Cláudio Moreno - professor em Língua Portuguesa
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Oficina de canções, com Rosário Bléfari - cantora, compositora, atriz, escritora e artista do Programa de Residências
02/10 (sexta)
7ª Bienal - Tempo e Circulação
A partir das 11h – Seleção de Filmes sobre John Cage, artista das mostras Ficções do Invisível, Desenho das Ideias e da Radiovisual
18h – Conversa com Maria Helena Bernardes - artista do Projeto Pedagógico - Programa de Residências e Antônio Carlos Borges da Cunha - maestro
*14h às 17h - Projeto Mapas Práticos - Oficina de Performance, com João de Ricardo – performer
03/10 (sábado)
7ª Bienal - Linguagem e Sistemas
15h e 17h – Cildo, documentário de Gustavo Moura (no Cine Santander Cultural, com entrada franca)
18h – Conversa com Gustavo Moura, cineasta e Cildo Meireles - artista da mostra Desenho das Ideias
*14h às 17h - Workshop para professores sobre as fichas pedagógicas da exposição Ficções do Invisível, com Estêvão Haeser - artista plástico e Jorge Bucksdricker - poeta e filósofo
04/10 (domingo)
7ª Bienal - Transformação e Linguagem
A partir das 11h - Verso Inversus, filme de Anna Maria Maiolino, artista das mostras Desenho das Idéias e Ficções do Invisível, e Insolação, filme de Daniela Thomas, artista da mostra Ficções do Invisível
17h - Show Duo Acorda, duo de violino e violão da Noruega (Ingressos a R$ 10,00)
*14h às 17h - Programa de Artistas em Residência - Aulas de ginástica e filosofia política, com Diego Melero - sociólogo e artista do Programa de Residências
sábado, setembro 19, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
Processos Híbridos de Criação - Blog da Oficina
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| Performance |
Álbum de Fotos da Oficina Realizada durante o 16 Porto Alegre em CENA
quarta-feira, agosto 19, 2009
Registro fotografico - Grito e Escuta 7ª Bienal do Mercosul
Registro fotografico da aula realizada por João de Ricardo , PAula Krause e TAtiana da Rosa na 7ª Bienal do Mercosul - Grito e Escuta
Curso de Formação de Mediadores
quinta-feira, agosto 06, 2009
Estou participando do curso de formação de mediadores da Bienal. Dia 12- de agosto bate papo sobre performance - teatro. Convido todos os amigos !!!
acesse o site da bienal clicando aqui
Programa
Curso de formação de Mediadores e Professores-Mediadores
Aulas com transmissão simultânea através do site da Bienal
LOCAL e horário das aulas:
no Auditório do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano – Rua Riachuelo, 1257, POA. Serão organizadas duas turmas, uma no turno manhã, das 8h30 às 12h, e outra no turno noite, das 18h30 às 22h.
Julho
Dia 23
Projeto Curatorial da 7ª Bienal do Mercosul – Victoria Noorthoorn
Orientação sobre o formato do curso, ferramentas do site da Bienal e recursos para pesquisa – Ethiene Nachtigall, Umbelina Barreto e Gabriela Bon
Dia 29
A cidade como texto, a mediação como rasura - Julio Lira
O público e a Bienal: o trabalho de mediação – Lorena Avellar e Tatiana Henrique
Dia 30
Apresentação do Projeto Pedagógico / Sobre mediadores, professores-mediadores e coordenação com o material da Curadoria Editorial – Introdução de Mônica Hoff e Marina de Caro
Processo de construção da obra e seu diálogo com o espaço de exibição – Mario Navarro e Jorge Menna Barreto
Agosto
Dia 5
O Humor, o absurdo e o inconsciente: estratégias de alteração de paradigmas. A importância da instabilidade e da ambigüidade - Laura Lima e Sergio Lulkin
Arte, irradiação, comunicação. Radiovisual - Lenora de Barros
Dia 6
O desenho como estratégia e exposição do pensamento do artista - Flavio Gonçalves e Fernando Mattos
Desenho das Ideias e Ficções do Invisível - Victoria Noorthoorn
Dia 12
O cenário e o processo de exibição do próprio artista. Teatro e performance na arte contemporânea atual. Apontamentos sobre as condutas e convenções sociais – Paula Krause, João de Ricardo e Tatiana Rosa
Um lugar comum. Os artistas e a comunidade (comum-unidade) - Camilo Yañez e Maria Helena Bernardes
Dia 13
Abordagem para público com necessidades especiais. Acessibilidade e exercícios de sensibilização / experiências com limitação de sentidos - Viviane Loss, Adilso Corlassoli e Gabriela Bon
Aproximações com o público de Ed. Infantil - Larissa Kautzmann, Maria Cláudia Bombassaro e Ekin
Dia 20
Publicações e Projeto Editorial da 7ª Bienal - Vinculo entre as fichas pedagógicas e demais publicações da 7ª Bienal - Erick Beltrán e Bernardo Ortiz (a confirmar)
Experimentação e reflexão a partir das fichas pedagógicas - Estevão Haeser, Jorge Bucksdricker e Ana Lígia Becker
Outubro
Dia 7
Arte, irradiação, comunicação. Texto Público - Artur Lescher e Fernanda Albuquerque
Dia 8
Mostras da 7ª Bienal – Curadores da 7ª Bienal
Questões curatoriais da 7ª Bienal do Mercosul - Victoria Noorthoorn, Camilo Yáñez e Marina de Caro em diálogo com os mediadores. (Espaço para perguntas sobre a 7ª Bienal em sua totalidade).
quarta-feira, junho 10, 2009
terça-feira, abril 28, 2009
Crítica nova sobre teresa!
TERESA E O AQUÁRIO

Foto de Marcos Nagelstein
A AZUL faz questão de divulgar coisas que possam enriquecer o repertório artístico de seu público. Esse é justamente o caso de Teresa e o Aquário, espetáculo completamente multimídia que está em cartaz na Sala Álvaro Moreira, ali no Atelier Livre da Prefeitura em frente à Zero Hora, aos finais de semana até dia 10 de maio.
Rapidinho pra te mostrar o quanto é importante de ver este espetáculo:
Os atores Sissi Venturin e Lisandro Bellotto, em completo equilíbrio de atuações competentes e completamente entregues aos personagens, contracenam com muitas imagens de alta definição projetadas num telão (multimídia de Bruno Barreto), inclusive deles mesmos em tempo real, e múltiplos objetos de efeitos cenográficos. A música instrumental é feita na hora e ao vivo pelo músico Roger Canal, a iluminação é dinâmica e atenta pelas mãos de Liliane Vieira, e tudo isso orquestra-se sob a direção inspirada, original, bem fundamentada e audaciosa de João Ricardo, que muito antes de ser diretor é ator e criador de performance, de arte e teatro.
É de ficar de boca aberta pelo impacto de atuações e imagens; arrepiado na nuca pela imersão compulsória num universo sensorial. É uma união de armadilhas inescapáveis não somente ao olhar, mas também de uma experiência estética e sensível que toma o espectador de dentro pra fora.
Linguagem sensorial contemporânea, transdiciplinariedade plástica/dramática, atuações fortes como um soco no estômago ou o canto de uma sereia, é simplesmente imperdível e eu juro que não diria isso se não fosse, aliás, normalmente não falo de teatro aqui, mas o conceito artístico deste espetáculo é tão forte que se tornou imprescindível a indicação.
Então, não espere que eles saiam em merecida turnê internacional, não deixe pra alguma futura temporada, vá ver o quanto antes e faça esse favor aos seus próprios sentidos. E tem somente mais 3 finais de semana, aproveite.
Eu, Gaby Benedyct/AZUL, assino embaixo.
Mais informações, acesse: http://www.teresaeoaquario.blogspot.com/
quinta-feira, abril 23, 2009
HOMEM QUE NAO VIVE DA GLÓRIA DO PASSADO
A Cia. Espaço em BRANCO acaba de ganhar seu terceiro prêmio de montagem teatral, o Mirian Muniz, financiado pela FUNARTE. O espetáculo HOMEM QUE NÃO VIVE DA GLÓRIA DO PASSADO conta a história de um nerd trancafiado dentro do seu apartamento num presente paralelo apocalíptico onde todas mulheres do mundo foram misteriosamente exterminadas.
O personagem principal será acionado pelo encenador e performer João de Ricardo e a direção compartilhada entre ele e Bruno Gularte Barreto, que assina também o texto. Este será o quarto espetáculo da Cia., com estréia prevista para novembro. A peça é mais um passo na investigação do teatro como espaço para a fusão de linguagens artísticas, misturando a experiência multi-mídia, o corpo em ação e o universo das artes visuais.
terça-feira, abril 07, 2009
TERESA tem nova TEMPORADA!
Teresa e o Aquário entra em cartaz dia 10 de abril na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura (Érico Veríssimo 307),
sempre sextas e sábados às 21h e domingos às 20h,
até 10 de maio!!
Os ingressos custam:
R$ 20,00 inteira
R$ 10,00 idosos, estudantes e classe artística
R$ 16,00 Clube do Assinante ZH
terça-feira, março 31, 2009
quarta-feira, março 04, 2009
TERESA E O AQUARIO 2009
2009 a peça volta a cartaz no Espaço Ox do Bar Ocidente, nas quartas-feiras de 11 a 25 de março às 21h, e em seguida na Sala Álvaro Moreyra, de 10 de abril a 10 de maio, sextas e sábados às 21h e domingos às 20h
www.teresaeoaquario.carbonmade.com
www.teresaeoaquario.blogspot.com
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Crítica saída do forno!!!!!!
_Teresa e o Aquário
Luiz Paulo Vasconcellos
Eu, que nasci no tempo do bonde e das máquinas Remington, confesso que nunca tive grandes dificuldades para acompanhar o surgimento de obras de alguns dos mais revolucionários ícones do modernismo - Dali, Bracque, Boulez, Ionesco, Beckett, Joyce, Kafka - mas confesso que tenho muita resistência para reconhecer legitimidade e coerência em obras situadas no contexto do pós-modernismo. Para mim, pós-moderno passou a ser apenas um recurso retórico, um discurso acadêmico, sem uma obra sequer, fosse em teatro, cinema, literatura, música ou artes plásticas, que configurasse, desse vida e representatividade a tal conceito. Até a estréia de Teresa e o Aquário, baseada num conto de Luciano Mattuela, com direção de João Ricardo, agora pós-modernamente auto-intitulado João de Ricardo. Mas deixemos de lado a inutilidade da partícula de ligação e voltemos à obra do jovem encenador.
João Ricardo - foi assim que o conheci e é assim que o tratarei até a morte - foi no início de sua carreira aquilo que os franceses chamam de enfant terrible, ou seja, um inconformado com as linguagens vigentes, um pesquisador, no melhor sentido da palavra, de narrativas que agregassem meios diferentes, corporais, visuais, sonoros, abordando temas geralmente transgressores ou, pelo menos, fora das convenções usuais. Foi assim que ele dirigiu Serpente: Pulp & Nelson Rodrigues, do próprio Nelson, Shopping and Fucking, de Mark Ravenhill, Extinção, a impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, livremente inspirado numa peça de Nicky Silver, e Andy/Eddie, de Diones Camargo, seu último espetáculo antes de se mandar para Campinas para fazer o Mestrado. Dois anos depois ele está de volta e nos trás esta Teresa e o Aquário - como posso definir? - a mais concreta, orgânica e representativa experiência pós-moderna que já tive a oportunidade e o prazer de assistir nesta minha já longa vida pós-bonde e pós-máquinas Remington.
Pós-modernismo, pelo menos para mim, sempre se aproximou mais de uma negação do que de uma afirmação com identidade própria. Ou seja, ser pós-moderno era não ser isto ou aquilo, o que o espetáculo de João Ricardo vem negar. Ou polemizar. Ou contestar. Não importa. O que importa é que o espetáculo existe, tem forma e conteúdo, se fundamenta num princípio de fusão de linguagens, embora mantendo o pés na terra do referencial dramático. Mesmo que pós-dramático. Deu pra entender?
Em Teresa e o Aquário não há narrativa contínua, ou seja, não há uma história sendo contada, começo-meio-fim, causa e conseqüência, essas coisas, mas na medida em que os recursos de linguagem avançam - ator, gesto, movimento, espaço, palavra, corpo, vídeo, foto, cinema, música, som, luz - os signos vão adquirindo sentido e, automaticamente, você, espectador, vai formando na sua cabeça uma história, a sua história, talvez até diferente da que está sendo formada na cabeça do cara que está a seu lado, mas que, no fim de contas, tece o desenvolvimento narrativo. E aqui, então, as coisas se fundem. Relato, estética, política, psicologia, comportamentos, emoções, valores, códigos, tabus, tudo vai se ligando na medida em que o jogo das linguagens vai avançando, acelerando, os silêncios vão se impondo, as formas vão se contrapondo. Afinal, não seria o pós-moderno aquilo que apresenta o inapresentável? No espetáculo de João Ricardo são as formas que nos sugerem os sentidos, criam o elo de ligação entre sujeito e vontade, vontade e emoção, emoção e razão, razão e certeza, certeza e possibilidade.
Como todos nós sabemos, teatro é uma arte coletiva. E o coletivo em Teresa e o Aquário é a soma de individualidades poderosas: Sissi Venturin e Lisandro Belotto, os atores, no melhor de suas carreiras; Diones Camargo na dramaturgia; multimídia de Bruno Gularte Barreto; iluminação de Liliane Vieira e música de Roger Canal.
Última cena: a platéia. A do Theatro São Pedro, na noite da estréia, não era necessariamente uma platéia de teatro, muito menos de um tipo de teatro, teatro-arte, teatro-pesquisa, teatro-porrada, teatro-transgressão. Havia o fato de ser o resultado de mais um Prêmio Habitasul de adaptações literárias, havia um desfile de modas antes da apresentação, essas coisas. Pois às dez da noite começou o espetáculo. E durante duas horas o silêncio que se impôs era desconcertantemente eloqüente. Era comovente. Ao final, aplausos, sinceros e insistentes. O recado estava dado. Cada um havia entendido alguma coisa. E todo mundo estava emocionado. Valeu, João de Ricardo.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
TERESA E O AQUARIO
Tiradas da estréia em Porto Alegre no Theatro Sao Pedro
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Comentário publicado na Zero Hora e no Blogue do Renato Mendonça, muito legal!
foto de Marcos Nagelstein
Mergulho na memória
Foi um sábado de surpresas no Theatro São Pedro. A primeira delas, desagradável, foi o atraso de mais de uma hora na apresentação da montagem Teresa e o Aquário, algo inédito para os padrões de pontualidade da casa comandada por Eva Sopher. A razão foi um desfile de modas que precedia a peça.
A segunda surpresa, agradibilíssima, foi Teresa e o Aquário, vencedora do 8º Prêmio Habitasul de Montagem Cênica (para acessar o blog da peça, clique aqui). Ou melhor, foi Teresa, o Aquário e a disposição da Cia Espaço em Branco de explorar os limites da encenação. Os trabalhos anteriores do diretor João de Ricardo _ Extinção (2005) e Andy/Edie (2006) _ já sinalizavam elementos que ele explorou radicalmente ao longo das duas horas de Teresa...., principalmente, o uso de projeções em cena para multiplicar os pontos de vista da cena e permitir que o espectador tenha acesso a detalhes.
A partir do conto Teresa ainda Olhava para o Aquário, de Luciano Mattuella, João e seu grupo montaram uma história de Romeu e Julieta contemporânea, lisérgica e multimídia. O enredo básico: homem encontra mulher, os dois pensam que descobriram suas almas gêmeas, o par enfrenta o desgaste do dia-a-dia. O fardo de viver termina em "morte": Teresa mergulha no aquário e no sonho, seu companheiro fica paralisado por suas memórias. No final, quem diria, o amor triunfa. De alguma forma, os dois voltam para a água, para o útero, para o que é móvel e consegue mudar de forma.
Para representar isso, João esqueceu o que é o teatro tradicional. As conhecidas varas de luz sobre o palco tomaram a forma de spots no palco e de varas coloridas, portáteis e fluorescentes. Cenário: nem pensar, só imaginar. O som, criado em tempo real ao trompete, escaleta e maquininhas eletrônicas por Roger Canal, era feito às vistas do público. O próprio João estava em cena, manejando a câmera. Ao contrários do delírio verbal de Extinção e de Andie/Edie, as falas em Teresa e o Aquário são bem mais rarefeitas e agudamente confessionais, como se fossem pequenos blocos de memória boiando e se chocando no pequeno espaço de um... aquário.
Nas palavras do próprio João, Teresa e o Aquário é uma peça esburacada, que convida (ou desafia) o espectador a preencher as sugestões visuais e sonoras com sua própria bagagem. Ou seja: típico espetáculo que será amado por alguns e odiado por outros. Mas dá gosto e orgulho ver a coragem da Cia Teatro em Branco ao descartar fórmulas teatrais consagradas para contar sua história. Assumindo o risco, o grupo partiu da história para construir uma fórmula original, alheio a caminhos mais fáceis para o público e para o elenco. O espetáculo volta a cartaz em março, no Bar Ocidente, e em abril, na Sala Álvaro Moreyra.
Perfil
renato.mendonca@zerohora.com.br
Para conhecer o blogueiro:
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Teresa e o Aquário estréia!

Convido a todos os amigos para a estreia do mais novo espetáculo da Cia. Espaço em BRANCO dirijido por mim. Dia 20, 20h no Theatro São PEdro. A Entrada é FRANCA!
sexta-feira, setembro 19, 2008
Casulo N. 7
Esse casulo foi feio durante o FEIA. Festival de Artes do Instituto e Artes da UNICAMP. Em 17 de setembro, durante o pôr do sol.
fotos by flavio rabelo e isabella santana - edição das imagens joão de ricardo powered by photoshop.
O performer conversa com os transeuntes e pede para que eles leiam um texto (esse que vem a seguir) num gravador manual. k-7.
o performer depois de coletar diversas leituras, depos de ter ffeito contato com várias pessoas vai até um gerador de energia.
cola sua roupas com durex nesse gerador
enrola-se em um plástico
deitado, rebobina a fita do gravador e ouve os depoimentos-ficções.
1
espero poder estar morando em algum lugar ano que vem
espero tenho esperança
é sempre uma pressão
a vida é uma pressão constante
os zen falam estamos sempre perdendo somos temporais
como encontrar equilíbrio nisso
no instante furacão?
2
I want to send you the file ''Our Hell.mp3'' (5,87M bytes). It will be saved in directory C:/Arquivos de programas/aMSN/scripts/amsn_received. Do you want to receive this file? - (Accept / Save as / Reject)
que gostoso esse flow
td bem robozinho?
sim estou bem e usted?
eu tmbm acho que to bem só penso no meu trabalho tento investir nele como forma de...até de possibilidade de existência sublimação total
eh bom
sei lá é é é é é bom
é é bom é é bom sei lá é é bom
vou me enrolar em plástico amanhã
amanhã será hoje será agora amanhã será ontem será anteontem amanhã amanhã sera hoje amanhã
será o ontem de hoje amanhã
será agora foi ontem é agora será amanhã
amanhã é hoje ontem
vou ter um gravador como esse veja bem
veja bem eu deitado aqui ontem ou era hoje?
eu deitad o aqui hoje.
vou pegar conversas como esta confissões vou gravá-las e ouvi-las
em público num entardecer
mais textos vou mandar isso em vídeo em foto pra todo mundo, quero trabalhar e ano que vem não to com perspectivas muito concretas além de ter que escrever meu texto - reflexão sobre esse próprio trabalho que está acontecendo aqui e ganhar dinheiro uma bolsa que to tentando funarte com um texto que estou escrevendo desde 2006 e um concurso público !!!
concurso público dinheiro tudo custa dinheiro minha existência está diretamente relacionada a minha capacidade ou não de ganhar dinheiro
vc tem mais planos que eu
vc tem o seu emprego não? e seus clientes. Vc tem sua existência garantida por um fluxo de dinheiro
simmas não sei aonde vou estar ano que vem
no ano que vem no ano que vem
as vz eu acho que tu te sente um freak como eu me sinto mas não é só isso sei lá to me autoprojetando
eu me sinto um freak muitas vezes
vem vem é tudo um blur
eu também eu
eu ano que vem como eu
o que fazer ano que vem o que fazer agora? o que eu fiz até ontem?
é tudo um blur BLURRR
isso é tudo um blur meu futuro é um blur
ontem fui num buteco
me deram 29 anos eu tenho 21 anos
eu tenho 30 anos me deram 21 anos
eu tenho barba branca e já to ficando careca
eu já namorei duas vezes e meia eu já achei que amei muito mais que duas vezes e meia mas eu jamais vou conseguir definir quando estou ou não amando
é só um buraco físico, um ardor, uma idéia repetida mil vezes uma idéia repetida mil vezes eu não quero nenhum tipo de relacionamento eu sou uma pessoa fria eu sou uma pessoa uma pessoa que não sabe pra onde ir mas continua indo
eu tenho 21 anos eu não sei lidar com o amor eu não se lidar com as responsabilidades eu faço as coisas como eu robô eu faço tudo automático eu só preciso assegurar minha existência ganhando dinheiro amando dando oi pros meus amigos
tu ta pegando tudo pra ti
divide com as pessoas
refresh your heart
tenho que achar ele o eu
vou sublimar o robozinho do mágico de oz
sublimar
o pequeno cadáver de lata
as vz eu acho que tu te sente um freak como eu e sinto
mas não é só isso sei lá to me autoprojetando
eu me sinto um freak muitas vezes eu também me sinto
mas aí penso...por que??? eu q devo estar errado..os outros q estão
eu nem sei o que penso to em blur total:
só tenho tarefas a serem cumpridas
além disso tentar ser alguém
cadáver de lata
vou me enrolar em plástico
já estou enrolado até o coração das células até o nascedouro das idéias
tudo o que visto, sinto, minha conta no banco , meus deveres a cumprir meus medos
adensando a complexidade da minha vida
fui tirar dinheiro para comprar comida pouco dinheiro pois eu como no bandejão, pra economizar eu tenho algum dinheiro guardado pra economizar a conta estava vazia
tinham limpado minha conta
me clonaram
me deletaram no msn
me clonaram e rasparam minha conta
apagaram meu histórico me deletaram me clonaram
mas eu não acho complexo...é tudo simples, simples e complexo
é difícil pra mim até organizar meus textos as coisas mais corriqueiras o que fazer a cada dia
encarar cada dia ser encarado pelos dias organizar as mínimas coisas e tudo mais a grandiosa complexidade da banalidades de cada tarefa que me ocupa e me define
dramin faz dormir e não precisa de receita preta
eu já tomei muito remédio de tarja preta
eu pareço estar em tempos e lugares diferentes, ao mesmo tempo
eu sou um robô um cadáver um homem até onde?
(pausalonga)
2
eu tenho vergonha de me olhar olhar meus próprios vícios de linguagem
eu me vejo aqui deitado no chão como um corpo achado num parque como uma dessas imagens fetiche que ja vi tantas vezes nas tela frias. olhando pras telas frias e seus corpos cobertos de plástico. o gravador na mão. memória de warhol. na memória como espaço físico a ser preenchido como dimensão temporal e física como ação e ritual como incorporação da memória como subjetivação
O aparecimento de um súbito "de" entre as palavras que compõe o meu nome.
que por sinal é feito da mesma matéria do nome dos meus avós:o materno joão e o paterno ricardo. brasileiros ele trabalhou como secretário e entre cadernos calculadoras e canetas e telefones escrevendo coisas organizando papeis atendendo telefones telefones celulares vendo televisão ouvindo rádio jogando videogame com a gente fazendo gente sendo gente entre as pessoas meu avô ricardo na zona rural de portoalegre pequeno comerciante a casa com a bisavó um terreno cheio de memória e cantos escondidos armários pesados de madeira uma gaiola onde o charque seca onde as uvas não são tão doces quanto as do super mercado mas é bonito vê-las uma casa de madeira e uma velha quase espectral a horta tudo verde e húmido tinha que passar o parreiral o armário antigo o cheio da casa dela o elefantinho de molho de tomate pendurado na porta do guarda roupa
as figuras que aparecem nas portas dos ármários de madeira, nos forros do teto nos mofos da parede
as caras de gentes
atendendo ao outro ao patrão e as pessoas que chegavam no armazém ou nos escritórios na antiga madeireira depois de ter fechado ele, ter alugado o ponto, trabalhado pro meu pai no escritório em vários escritórios servindo os patrões os filhos os netos às pessoas que chegam no balcão tomando cerveja nos fins de semana dos filhos dessa gente sou filhos deles dos meus pais dos meus avós desses homems que estavam sempre entre outros homens todo mundo num tecido só pessoas na frente de pessoas entre pessoas dormindo namorando brigando traindo tendo ciúme roubando sendo roubado a cada instante desaparecendo no furacão do instante.
o que tu pensa em fazer? o que ta rolando????
(pausa)
3
unidos pelos sentidos pela presença física de nossos corpos.
esse aparecimento deu-se quando pesquisei meu prórpio nome do google
longe de qualquer afetividade, só pela natureza fria da tela, de alguém que nasceu e cresceu frente uma enorme de tela fria, e parentes, e amigos, e comunidade, colegas, pessoas e máquinas,e as páginas misteriosas e terríveis curiosas sempre dos livros dos olhos pintados de vermelho nos livros nas histórias que eu lia via me sujava todo de poeira de imaginação de perder o fôlego de ter insônia de não querer jamais sair da cama.
eu só consigo pensar em afirmar a materialidade dessas coisas tão banais e preciosas
gravando elas, dando meu corpo pra elas, enrolado num plástico, esse sou eu
caído, enrolado, vivo, vestido morto pelado aqui e a muito tempo atrás,
nós nem nos conhecíamos nossas almas eram anjos era memórias virgens não nascidas turbilhonamentos abstratos
nunca imaginaríamos que estamos aqui. frente um do outro.
por eu ser um veterano do atari (eu me dei um playstation 2 esse ano, vou carregá-lo nas costas como um bebezinho mimado eu tenho uma gata também, não sei como carregá-la, uma gata que já foi rejeitado por dois, será por mais um e assim subsequentemente. alguém quer adotar uma gatinha?)
e meu velho computador de mesa que comprei com o grana que juntei em minha permanência em portugal, trabalhando sempre, por ae, sempre indo sem saber para onde ir mais indo
minha falcon milenium (pausa) suja, suja!
por sermos tão profundamente banais. por as vezes querer entrar com o carro no poste mesmo parado. Por eu querer entrar com meu carro em um porte em alta velocidade em dirigir rápido até o abismo mesmo sem nunca ter aprendido a dirigir andando sempre eu me enrolo aqui reivindico mina materialidade primeira
(pausa)
4
no momento estou montando a programação de um site, depois tenho q finalizar outras coisas de outros projetos q estão abertos...no final de semana devo ir até minha cidade pois meus pais farão 25 anos de casados semana que vem e vou levar eles e minhas irmãs pra jantar eu pretendo trazer o vídeo-game que meu pai comprou pra ele aqui pra casa...nintendo wii divertidissimo
tu sabe da sedução das máqunas me sinto atraído por ti vamos ser namorados vamos jogar videoagame juntos
eu sou um veterano do atari até meu avô joga videogame
nós seguramos juntos no joystick JOYY JOYYYY joyyy joyyyyyy
5
eu estou negociando
o aparecimento súbito de um "de" entre o meu nome, nova composição do meu nome, foi feita pra que ao me procurarem no google não achassem o guitarrista dos secos e molhados antes de mim.
pela imaterialidade do meu trabalho pela presença mesmo que virtual, simbólica, avatar incorporado na rede dentro e fora irmão e duplo das telas frias dos olhos
pela medo do grau de intimidade do meu trabalho, publico e privado
pra ser achado para criar canais de comunicação por invenção
pela imaterialidade do meu trabalho eu reclamo minha própria existência física como atualização de memória como identidade pessoal materialidade como possibilidade de construção do passado do futuro do eterno atual
meu nome é joão "de "ricardo. eu nasci em
eu sou artista quando não estou em pânico ou simplesmente catatônico quando eu não sou um artista
eu nasci faz 30 anos sou um corpo jogado num mato,enrolado num plástico segurando um gravador se ouvindo em silêncio. alguém.
6
meu coração sapateando
o meu tmbm
meu deus todos os meus amigos estão aoux borde du nerves
arquétipo e cafonice
ENTRE O CEU E O INFERNO DA MAGIA
só de noite
o cara que pisoteia meu coração me chama de baby e depois não fala mais comigo
todos meus amigos em pane
homens
PANE
TILT NO CORAÇÃO
TILT NA MENTE
eu tento entender, ele parece facilitar e depois volta atrás
homens
sentir pensando
isso me deixa cos corno virado
isso me deixa com os cornos virados
num sei se sou
só tenho a mim mesmo a imaterialidade do meu trabalho
eu só tenho a mim mesma
passei por uma depre trashissima de duas semanas
fiquei dias sem comer e tomei tragos que achei que fosse morrer
amanhã vou me enrolar em plástico num grande plástico semi fosco com um gravador na mão provavelmente nú e vou ficar deitado no mato ouvindo muitas confissões trechos de conversas raciocínios vagos
mas acho que ter enfrentado o monstro e não só medicado ele me libertou um pouco
eu tmbm fique podre semana passada tomei porres
o gordo em porto alegre tomou um caixa de remédio pra dormir
tem no meu msn semi conhecido internado em hospital por depressão
tilt na alma
vou ter que me desfazer de tudo o que construí assim de material nesses dois anos aqui
voltar
tilt no coração
ir pra outro lugar
mais mudança
to me abrindo pro que der e vier
dependo de muitas coisas muito vagas blurs
blur na mente
tilt no coração
o mundo em total eclipse
não sei mais o que faço além de tudo que faço
trabalho
vamos ouvir blur
end of the century
fui até o atendimento psiquiátrico da universidade sentei na frente da senhora eu rpecisava conversar ela prontamente me chamou de perverso, mórbido e que eu não sei se eu sou um garoto ou um homem, e que a vida é dura e eu concordei apesar e achar a técnica redutiva e não percebendo tudo mais
de usar bermuda e tenisinho assim da moda (da moda...) e jaqueta de homem
mas eu me criei fazendo dos limões minhas limonadas
ela me chamou de perverso de mórbido e eu ali, sentado com todos os meus segundos de vida
olhando pra cara dela, bem triste por dentro
sendo duro olhando na pupila
pensei nos meus trinta anos. Memória e imaginação.
