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quinta-feira, janeiro 29, 2009
terça-feira, outubro 07, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
terça-feira, setembro 02, 2008
Os Sonhos de Yorick
Me peguei pensando
ao te olhar nos olhos irmão Yorick
no que sonha a caveira
e ele riu da minha cara debochado
sonho hediondo.
desenhos
papel, canetão, nankin, anilina, durex, fita crepe
ao te olhar nos olhos irmão Yorick
no que sonha a caveira
e ele riu da minha cara debochado
sonho hediondo.
desenhos
papel, canetão, nankin, anilina, durex, fita crepe
quinta-feira, agosto 28, 2008
Do Caderno Descarnado
descarno meu caderno pra chegar no corpo
no meu
nessas perguntas tão caras
caderno-tela onde adensam-se os fluxos
duplicam-se imagens à deriva
e me encontro em meditação ativa
enchendo de material a idéia
pegando no ar qualquer faísca
despetalando
despetalando-me:
scaneado
plastificado
vitrificado
pele de prata
reflexiva
(as vz me dá medo de estar tão vivo)
scans do caderno do artista
canetão e grafite sobre papel pautado
photoshop
no meu
nessas perguntas tão caras
caderno-tela onde adensam-se os fluxos
duplicam-se imagens à deriva
e me encontro em meditação ativa
enchendo de material a idéia
pegando no ar qualquer faísca
despetalando
despetalando-me:
scaneado
plastificado
vitrificado
pele de prata
reflexiva
(as vz me dá medo de estar tão vivo)
scans do caderno do artista
canetão e grafite sobre papel pautado
photoshop
quarta-feira, maio 28, 2008
Bansky propõe ação muliplicadora, alegre!
The Cans Festival (clique me)
O artista inglês Bansky propôs uma expsição in progress em um túnel totalmente aberta a participação de artistas e interessados em geral. Segundo ele "Sempre achei que qualquer pessoa que tenha uma lata de tinta nas mãos deveria ter tanto direito quanto arquitetos e publicitários de determinar a aparência de nossa cidade".
Para participar basta levar seu stencil e fazer. Pra quem não sabe stencil é aquele tipo de intervenção visual urbana que se utiliza de uma máscara de papel ou plástico que é pntada por spray, deixando impressa nas paredes ou em qualquer lugar a iagem proposta pelo artista. Me lembrei tmbm que o stencil tem um histórico astante relacionado a resistência política em países que se encotram ou se encontravam em regimes militarizados fechados, ditduras etc. Serviam como meio de comunicação, já que a censura pegava forte nos jornais etc e não rolava ainda a internet. Os muros da cidade tornavam-se com a plaicação do stencil, um lugar de resistência e comunicação.
Eu já fiz uns trampinhos de stencil, mais tarde posto aqui. Dêem uma olhada. The Cam Festival é uma proposta agregadora, viral e digamos assim "performática" pois atravéz de uma proposição, vai multiplicando ações artíticas individuais mas conectadas a uma rede. Uma ação alegre (lembrem-se de Spinoza alegre é a ação que gera mais ações, triste é a ação que paraliza a ação de si próprio e a do outro)!
Para participar basta levar seu stencil e fazer. Pra quem não sabe stencil é aquele tipo de intervenção visual urbana que se utiliza de uma máscara de papel ou plástico que é pntada por spray, deixando impressa nas paredes ou em qualquer lugar a iagem proposta pelo artista. Me lembrei tmbm que o stencil tem um histórico astante relacionado a resistência política em países que se encotram ou se encontravam em regimes militarizados fechados, ditduras etc. Serviam como meio de comunicação, já que a censura pegava forte nos jornais etc e não rolava ainda a internet. Os muros da cidade tornavam-se com a plaicação do stencil, um lugar de resistência e comunicação.
Eu já fiz uns trampinhos de stencil, mais tarde posto aqui. Dêem uma olhada. The Cam Festival é uma proposta agregadora, viral e digamos assim "performática" pois atravéz de uma proposição, vai multiplicando ações artíticas individuais mas conectadas a uma rede. Uma ação alegre (lembrem-se de Spinoza alegre é a ação que gera mais ações, triste é a ação que paraliza a ação de si próprio e a do outro)!
quinta-feira, maio 15, 2008
Casulo Número DOIS Cinema íntimo
"Somos os propositores,
somos o molde,
a vocês cabe o sopro,
no interior desse molde:
o sentido da nossa existência.
Somos os propositores:
nossa proposição é o diálogo.
Sós, não existimos; estamos a vosso dispor.
Somos os propositores:
enterramos a obra de arte como tal
e solicitamos a vocês para que
o pensamento viva pela ação.
Somos os propositores:
não lhes propomos nem o passado,
nem o futuro, mas o agora."
Lygia Clark, 1968
Casulo Número Dois: Cinema Íntimo explodiu como ação no dia de ontem, quarta feira, ao anoitecer, como é de praxe. Esse casulo se forma e arrebenta um um momento íntimo conturbado, momento também de namoro com o pensamento vivíssimo da artista Lygia Clark e a mistura disso com o que vem acontecendo intelectual-afetiva-corporalmente até aqui. O Estudo sistemático sobre a performance art. O Corpo sem òrgãos como magnetizador constante das ações. Casulo número dois foi realizado no meu quarto, na frente do meu altar pessoal. Essa é uma ação íntima e também mais um corte-aprendizado dentro do Coletivo Arquipélago pois assim é a idéia: as ações mesmo individuais vão crescendo dentro do corpo do coletivo e vive-versa. A Isabela sempre junto criando comigo esse corpo agenciamento. Fiz esse casulo como um ritual pessoal, desdobrei meu cotidiano em um campo estético que reverberou profundamente em mim e agora lanço essa documentação para que de alguma forma ele ainda reverbere como ação possível minha, e de quem quiser fazê-la.
TAREFA:
Trasformar seu quarto num casulo com filme plático.
Despido, cobrir-se com leite condensado (lembrei-me da Márcia X)
Pintar os dentes com baton vermelho.
Misturar-se com os plásticos
Sair do casulo.
A ação foi documentada por centenas de frames tirados pela webcam pela Isa e pelo Patrick.
OS frames agora foram editados e dialogam com outra proposição que venho realizando que são os "outros cinemas".
Estes outros cinemas são reverberações da mesma chama que acende meu trabalho atual. A Performance Art. Para criar um campo de arte, basta propror. "Denken Ist Plastik" nos lembra Beuys, " enterramos a obra de arte como tal
e solicitamos a vocês para que o pensamento viva pela ação" arremata Clark. Cinema sem câmera e sem movimento. Documentação pessoal. Performance art. Cinema com câmera e movimento privados, íntimos, mais uma reverberação de alguém que não vê o casulo como fetiche, mas que mergulha na potência de mutação.
somos o molde,
a vocês cabe o sopro,
no interior desse molde:
o sentido da nossa existência.
Somos os propositores:
nossa proposição é o diálogo.
Sós, não existimos; estamos a vosso dispor.
Somos os propositores:
enterramos a obra de arte como tal
e solicitamos a vocês para que
o pensamento viva pela ação.
Somos os propositores:
não lhes propomos nem o passado,
nem o futuro, mas o agora."
Lygia Clark, 1968
Casulo Número Dois: Cinema Íntimo explodiu como ação no dia de ontem, quarta feira, ao anoitecer, como é de praxe. Esse casulo se forma e arrebenta um um momento íntimo conturbado, momento também de namoro com o pensamento vivíssimo da artista Lygia Clark e a mistura disso com o que vem acontecendo intelectual-afetiva-corporalmente até aqui. O Estudo sistemático sobre a performance art. O Corpo sem òrgãos como magnetizador constante das ações. Casulo número dois foi realizado no meu quarto, na frente do meu altar pessoal. Essa é uma ação íntima e também mais um corte-aprendizado dentro do Coletivo Arquipélago pois assim é a idéia: as ações mesmo individuais vão crescendo dentro do corpo do coletivo e vive-versa. A Isabela sempre junto criando comigo esse corpo agenciamento. Fiz esse casulo como um ritual pessoal, desdobrei meu cotidiano em um campo estético que reverberou profundamente em mim e agora lanço essa documentação para que de alguma forma ele ainda reverbere como ação possível minha, e de quem quiser fazê-la.
TAREFA:
Trasformar seu quarto num casulo com filme plático.
Despido, cobrir-se com leite condensado (lembrei-me da Márcia X)
Pintar os dentes com baton vermelho.
Misturar-se com os plásticos
Sair do casulo.
A ação foi documentada por centenas de frames tirados pela webcam pela Isa e pelo Patrick.
OS frames agora foram editados e dialogam com outra proposição que venho realizando que são os "outros cinemas".
Estes outros cinemas são reverberações da mesma chama que acende meu trabalho atual. A Performance Art. Para criar um campo de arte, basta propror. "Denken Ist Plastik" nos lembra Beuys, " enterramos a obra de arte como tal
e solicitamos a vocês para que o pensamento viva pela ação" arremata Clark. Cinema sem câmera e sem movimento. Documentação pessoal. Performance art. Cinema com câmera e movimento privados, íntimos, mais uma reverberação de alguém que não vê o casulo como fetiche, mas que mergulha na potência de mutação.
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Meu documento íntimo: máscara molhada do nebulizador quando eu tenho falta de ar. e eu to sempre precisando usar a máquina molhada que me faz respirar. eu gosto quando nos filmes aparece a neblina. gosto de abrir as janelas de madrugada para ver a neblina silenciosa tomando conta de tudo. alaranjada e viva.
montar um teatrinho dentro do quarto. meus irmãos. e eu deitados no chão semi tapados com os cobertores, braço de um perna do outro cabeça saindo pra fora, e a maquininha do nebulizador ligada, trazendo neblina minha para o quarto.
a criação passa por esse espaço onde eu já não sei mais o que é memória, o que é invenção ou o que é sonho. borda líquida. paisagens afetivas. redimensionamento e atualização constante.
montar um teatrinho dentro do quarto. meus irmãos. e eu deitados no chão semi tapados com os cobertores, braço de um perna do outro cabeça saindo pra fora, e a maquininha do nebulizador ligada, trazendo neblina minha para o quarto.
a criação passa por esse espaço onde eu já não sei mais o que é memória, o que é invenção ou o que é sonho. borda líquida. paisagens afetivas. redimensionamento e atualização constante.
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sábado, maio 10, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
Arquipélago N.1 Documentação Fotográfica
Álbum Apressado , 53 fotos:
Álbum Completo: 350 fotos
Fotos por Tonhão e Patrick
e vc não tiver flash acesse o álbum por AQUI
Álbum Completo: 350 fotos
Fotos por Tonhão e Patrick
e vc não tiver flash acesse o álbum por AQUI
domingo, abril 20, 2008
Grotitos
Até onde pode ir a ação performática? Até o msn, com certeza!
Estou disponibilizando aos amigos os Grotitos: Emoticons do João de Ricardo, para pegá-los entre na imagem abaixo , salve o que vc quiser nos eu computador e coloque na sua lista de emoticons.
Have Fun!
Estou disponibilizando aos amigos os Grotitos: Emoticons do João de Ricardo, para pegá-los entre na imagem abaixo , salve o que vc quiser nos eu computador e coloque na sua lista de emoticons.
Have Fun!
| Emoticons João de Ricardo |
terça-feira, fevereiro 05, 2008
O Golem

Tentado em repetir o ato divino, um rabino alquimista preparou com cuidado e detalhamento o corpo de um pequeno ser de terra e água. De forma humana, ele permanecia imóvel, até que o rabino, ao lembrar do primeiro sopro, escreveu com a ponta de uma vareta a palavra "vida" na testa do boneco, que de imediato abriu os olhos.
O Golem servia ao seu amo sem discutir, refletir ou falar. Era surdo e mudo, mas através dos seus olhos se podia ver o marrom animado da lama viva. Ao fim do dia, após ter feito todas as tarefas pesadas, o golen acocorava-se num canto escuro da cozinha, de olhos abertos e respiração ofegante, num silêncio perturbador, esperando novo dia e novas ordens a cumprir.
A rotina continou até que o rabino percebeu que sua criação aumentava de tamanho a cada noite, em uma semana, de um bonequinho de barro que de pé não passava do tamanho de uma mesa, tinha crescido a ponto de não caber dentro do laboratório. Sem saber o que fazer o rabino deixou que ele crescesse até ficar enorme, e logo o golem não mais era de serventia para ele, bem pelo contrário, seu tamanho e sua força descomunal pnham a vida do rabino e a ordem dos seus experimentos em perigo.
Foi num sonho que o rabino deu-se conta que deveria apagar a palavra da testa do seu criado. Mas como alcançar sua cabeça monstruosa? Ordenou firme para que o golem ajoelhasse para lhe amarrar os sapatos e ele assim o fêz. Rapidamente com uma varinha ele riscou a palavra vida e escreveu morte na testa do gigante. Imediatamente, o ser abriu a bocarra num esgar e olhou firme pela primeira vez dentro dos olhos do rabino, desmoronando logo depois num tremor abafado, matando o velhote que quisera brincar de deus, soterrado embaixo de uma lama ainda quente.
ps: foto e escultura by myself, em imbituba-sc, janeiro 2008
O Golem servia ao seu amo sem discutir, refletir ou falar. Era surdo e mudo, mas através dos seus olhos se podia ver o marrom animado da lama viva. Ao fim do dia, após ter feito todas as tarefas pesadas, o golen acocorava-se num canto escuro da cozinha, de olhos abertos e respiração ofegante, num silêncio perturbador, esperando novo dia e novas ordens a cumprir.
A rotina continou até que o rabino percebeu que sua criação aumentava de tamanho a cada noite, em uma semana, de um bonequinho de barro que de pé não passava do tamanho de uma mesa, tinha crescido a ponto de não caber dentro do laboratório. Sem saber o que fazer o rabino deixou que ele crescesse até ficar enorme, e logo o golem não mais era de serventia para ele, bem pelo contrário, seu tamanho e sua força descomunal pnham a vida do rabino e a ordem dos seus experimentos em perigo.
Foi num sonho que o rabino deu-se conta que deveria apagar a palavra da testa do seu criado. Mas como alcançar sua cabeça monstruosa? Ordenou firme para que o golem ajoelhasse para lhe amarrar os sapatos e ele assim o fêz. Rapidamente com uma varinha ele riscou a palavra vida e escreveu morte na testa do gigante. Imediatamente, o ser abriu a bocarra num esgar e olhou firme pela primeira vez dentro dos olhos do rabino, desmoronando logo depois num tremor abafado, matando o velhote que quisera brincar de deus, soterrado embaixo de uma lama ainda quente.
ps: foto e escultura by myself, em imbituba-sc, janeiro 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
i cannot forget it
segunda-feira, novembro 26, 2007
sábado, novembro 10, 2007
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